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Mitos

A História repete-se e a profecia revela-se a quem o Mito reconhece.
Os mitos contêm em si os padrões originais, os modelos de impressão ancestral a seguir em várias situações. Atemporais e eternos, estão presentes na vida de cada ser humano.
Os Deuses abandonaram a terra, foram para o alto do Monte Olimpo, onde exercem as suas qualidades divinas, bebem ambrósia e cedem aos seus caprichos. Cá em baixo, os Efémeros, suportam os malefícios que cada imortal lhes reservou, vivendo o absurdo da vida.
Se a História se repete em que Era nos encontramos?
Quem são os Deuses, hoje?
Ainda conseguimos sentir a presença das Ninfas?
Nós, os Efémeros, devemos o sacrifício ou exigimos o direito?
...
Lembremo-nos que no início era o Caos.



Uma criação DEMO com participação da comunidade
Espectáculo-percurso inspirado em Mitologia Grega
Direcção artística: DEMO
Criação e interpretação: Cheila Pereira, Cláudio Vidal, Gil Mac e Paula Rita Lourenço
Composição musical: Francisco Correia
Desenho de Luz: Nuno Patinho
Espaço cénico e figurinos: DEMO
Textos a partir de: Hesíodo, Homero, Ésquilo, Voltaire e Baudelaire
Adaptação dramatúrgica: Cheila Pereira, Cláudio Vidal, Gil Mac e Paula Rita Lourenço
Uma criação DEMO com participação da comunidade.
Com o apoio do Município de Guimarães, Academia de Música e Bailado de Guimarães, Convívio Associação Cultural e Recreativa, Loja do Júlio, Casa Velha e CAR.

PORTUGAL FUTURISTA

É um espetáculo que nasce da revista PORTUGAL FUTURISTA (1917) e dos seus protagonistas.

Um espetáculo cujo processo criativo intercepta o teatro, porque “Nós temos um profundo desgosto por todo o teatro contemporâneo (…)”; literatura, porque esta “mecanisa de uma maneira original o sentimento (…)”; e programação por ser “onde ardem os elementos d’uma nova sensibilidade que se prepara.”

PORTUGAL FUTURISTA (2017) é o terceiro espectáculo da trilogia da DEMO dedicada aos movimentos artísticos e literários entre o Simbolismo e o Futurismo em Portugal, da qual fazem parte HYDRA & ORPHEU (2015) e ORPHEU 3 (2016), e surge para a finalização desta investigação artística.


Ficha artística e técnica
Criação e interpretação: Cheila Pereira, Cláudio Vidal, Fernando Miguel Oliveira, Gil Mac, Margarida Cabral e Paula Rita Lourenço
Composição musical e programação: Tiago Ângelo
Desenho de luz: Nuno Patinho
Figurinos: Margarida Cabral
Captura de Video: Carlos João Santos
Edição de Video: Cláudio Vidal
Apoio à residência artística: gnration (Laboratórios de Verão); Jazz Ao Centro Clube/ Salão Brazil
Apoios : CITAC, TEUC
Produção: DEMO 2017

ESQUINA

A Ausência primordial sente-se na espinha dorsal e escorrega para a terra.
Pressente-se o Éden noutra dimensão. A inocência aqui já não existe, ficou apenas o eco da sua ideia num outro tempo.
A pupila dilatada do vulto que aparentemente não está presente, sabe que o silêncio é negro. Por isso treina-se a ascençãoo com gritos.


Produção: DEMO
Criação e interpretação:  Cláudio Vidal
Composição musical: Tiago Ângelo
Desenho de luz: Vera Inês 
Figurinos: Cláudio Vidal
Apoios: CITAC, TEUC

ORPHEU 3

Para a criação do espectáculo encetámos um diálogo com a Nova Orquestra Futurista do Porto para estabelecer um universo paralelo-simbiotico-simbolico-modernista.
Partimos de todas as possibilidades de índices para o tal número da Orpheu que nunca chegou a ser publicado.
Dos índices e das anunciações de supostos textos e autores a integrar, escolhemos alguns e outros ficaram por esquinas de ruas.
A publicação deste Orpheu 3, para nós, ficou no plano etéreo do interrompido, do loop, e do abortado. Ficou nos meios corpos, na pele que se troca pelo mesmo tom. Ficou na Europa, no papel ensopado de sonhos a branco. Ficou no Portugal-Centavos coberto de fumo. Ficou de rosa, amarelo e verde, ficou de preto. Ficou na mesa do interrogatório, na loucura anunciada e nos passos caleidoscópicos... Tudo pode acontecer!

ORPHEU 3 é o segundo espectáculo da triologia: Hydra & Orpheu (2015) e Portugal Futurista (2017).

"O Orpheu não acabou. De qualquer maneira, em qualquer «tempo» hade continuar. O que é preciso é «termos vontade»."
Mário de Sá-Carneiro
Paris, 25 Set. 1915



Criação: 2016
Criação, encenação, interpretação e recompo-sição dramatúrgica: Cheila Pereira, Cláudio Vidal, Fernando Miguel Oliveira, Gil MAC, Margarida Cabral, Nuno Marques Pinto, Paula Rita Lourenço
Sonoplastia e música original: Alberto Lopes, João Ricardo e Tiago Ângelo
Música: Ruy Coelho, Stravinsky e Beethoven
Interpretação e operação técnica de som e luz: Alberto Lopes, João Ricardo, Chiocca e Tiago Ângelo.
Textos: Almada de Negreiros, Álvaro de Campos, Camilo Pessanha, Fernando Pessoa, Mário de Sá-Carneiro e Armando Côrtes-Rodrigues
Figurinos: Margarida Cabral
Co-produção: DEMO, Jazz Ao Centro Clube/Salão Brazil e Sonoscopia- Associação Cultural
Apoio à residência artística: Centro Cultural Vila Flor - CCVF
Apoios: CITAC, TEUC, Nextprint, Whatever Trademark e TRIANGULO D’OIRADO
Financiado por: Reitoria da Universidade de Coimbra / 18ª Semana Cultural da Universidade de Coimbra 

CONS U ME

O homem ergueu-se estômago e de boca aberta apodreceu sal atrás dos olhos.

C O N S U M E é uma performance que nasce a partir do conceito de Grande Ilha de Lixo do Pacífico que é uma região do Oceano Pacífico, a qual se estima ter aproximadamente 680 mil quilómetros quadrados.

ODE TRIUNFAL

Criação: DEMO
Encenação e interpretação: Cláudio Vidal
Texto: Álvaro de Campos
Música: Cláudio Vidal
Figurinos: Margarida Cabral

HYDRA & ORPHEU

“HYDRA & ORPHEU” é um espectáculo que tem inspiração nos movimentos artísticos e literários entre o Simbolismo e o Futurismo, e na influência do poeta Camilo Pessanha na geração de Orpheu, celebrando assim os 100 anos da publicação da revista homónima. Procura-se um encontro com o passado, as primeiras vanguardas artísticas, para construir um outro futuro em tempos pós-modernistas e pós-vanguardistas. Parte do encontro criativo entre o colectivo DEMO e o Jazz ao Centro Clube de Coimbra, explorando a relação do corpo, do movimento e da poesia com a música ao vivo e a criação site specific/site adapted.
Este espectáculo de carácter contemporâneo e transdisciplinar, procura novos discursos estéticos e processuais fundindo arte da performance, teatro, poesia e música.


Ficha técnica
Criação: 2015
Duração da performance: aprox. 60 min
Criação, encenação e interpretação: Cheila Pereira, Cláudio Vidal, Gil MAC, Margarida Cabral e Paula Rita Lourenço
Textos: Alberto Caeiro, Álvaro de Campos, Baudelaire, Camilo Pessanha, Fernando Pessoa, Ricardo Reis, Rimbaud e Mário de Sá-Carneiro
Recomposição dramatúrgica: Cheila Pereira, Cláudio Vidal e Paula Rita Lourenço
Textos originais: Gil Mac e Margarida Cabral
Composição musical e interpretação ao vivo: José Miguel Pereira (contrabaixo) e Fernando Miguel Oliveira (percussão).
Figurinos: Margarida Cabral
Participação especial: Nuno Marques Pinto

Produção: DEMO
Co-produção: Jazz ao Centro Clube de Coimbra
Financiado por: Reitoria da Universidade de Coimbra / 17ª Semana Cultural da Universidade de Coimbra
Apoios: CITAC, TEUC, Universidade do Minho - Licenciatura em Teatro, Academia de Música e Bailado de Guimarães, Convívio - Associação Cultural e Nextprint.

NEBULOSA

A música pré-existente inventou o verde, as flores e o perfume.
Agora, que os olhos do animal vêem a luz e bebem a água de sentidos paralelos, reacontece a metamorfose.
Voltamos para o ventre e renascemos nuvens de poeira, hidrogénio e plasma.

Viemos todos da mesma luz.
As 3 mulheres nasceram a seguir,
carregando homens no seu ventre.
Elas tinham o carinho na palma das mãos
e o amor percebeu-se nos seus olhos.
Caminhavam em espiral, dançavam em círculos,
tinham ciclos e luas, sangravam e eram loucas.

Com elas vieram os lobos e outros pássaros com olhos de gato,
pernas de cavalo, folhas de sobreiro e caroços de maçã.
Todos falavam a mesma língua.
A pedra já tinha começado a falar a História,
a História continuou a falar na árvore e, a falar, repetiu-se para sempre.


Produção: DEMO (Dispositivo Experimental, Multidisciplinar e Orgânico)
Direcção e encenação: Cheila Pereira, Cláudio Vidal, Margarida Cabral e Paula Rita Lourenço
Interpretação: Ana Luís Cardoso, Carolina Pereira, Catarina Castro, Catarina Silva, Cheila Pereira, Cláudio Vidal, Luísa Martins, Madalena Cruz, Mafalda Silva, Margarida Cabral, Maria João Costa, Maria João Leite, Paula Rita Lourenço, Sofia Freitas
Sonoplastia e média interactivo: João Menezes
Desenho de luz: Nuno Patinho
Cenografia: Bruno Gonçalves e Eduardo Conceição
Adereços: Margarida Cabral
Figurinos: Margarida Cabral
Vídeo e média interactivo: Tiago Ângelo
Vídeo: Flávio Cruz
Projecto financiado por: Governo de Portugal -- Secretaria de Estado da Cultura/Direcção Geral das Artes e Programa Tempos Cruzados/Constelações - Capital Europeia da Cultura -- Guimarães 2012
Em parceria com: Sociedade Martins Sarmento, Academia de Música e Bailado de Guimarães e Junta de Freguesia de Donim.