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ARMADILHA

ARMADILHA nasce a partir do universo literário do escritor Rui Nunes. A pesquisa propõe o encontro entre a trilogia – A Mão do Oleiro, Barro e Armadilha – e as artes performativas e plásticas, para a exploração de diferentes formas de interação com este material literário. Um trabalho que se torna inconfundível pela forma como o escritor explora a dilatação dos limites da linguagem, pelo desregramento e contínua suspensão, e pela nova abordagem a uma forma narrativa livre. Entramos nesta realidade-ficção que revela inquietações contemporâneas: identidade, nomadismo, pátria. Uma realidade poliédrica onde surgem fissuras autobiográficas do autor: a infância como espaço de absoluta liberdade, o envelhecimento, a ruína, o osso, a fome insaciável e a impossibilidade da fuga. Somos todos bichos. Palavras.

Direção artística DEMO / Dispositivo Experimental, Multidisciplinar e Orgânico
Criação e interpretação / Cheila Pereira, Cláudio Vidal, Gil Mac, Margarida Cabral, Patrick Murys e Paula Rita Lourenço
Textos / Rui Nunes
Desenho de luz / Nuno Patinho
Montagem e operação de luz / Cláudia Valente
Composição musical / António Lourenço
Apoio à conceção plástica / Eduardo Conceição
Figurinos / Margarida Cabral
Registo fotográfico / Renato Roque
Registo vídeo / Vítor Costa
Design gráfico / WhateverTM
Direção de Produção / DEMO
Produção Executiva / Fernando Miguel Oliveira

HIATUS

HIATUS consiste num espetáculo que cruza teatro, performance, arte sonora e arte visual, partindo do conceito de hiatus - falha ou pausa presenciada num fenómeno supostamente contínuo - para a experimentação e interação sonora. O movimento, o processamento e a amplificação do som, a manipulação de objectos, bem como a captação de fenómenos biológicos, convergem para a criação de novos estados.

Classificação: Teatro, Performance, Arte Sonora e Media Interactivos
Data da criação: 2017
Duração: 60 min.
Criação, encenação e interpretação: Cheila Pereira, Cláudio Vidal, Margarida Cabral e Paula Rita Lourenço
Composição musical e media interactivos e operação técnica: Tiago Ângelo
Desenho de luz e operação técnica: Nuno Patinho
Espaço cénico e figurinos: Cheila Pereira, Cláudio Vidal, Margarida Cabral e Paula Rita Lourenço
Textos de: Cheila Pereira, Cláudio Vidal, Margarida Cabral e Paula Rita Lourenço
Apoio à residência artística: Inestética - Companhia Teatral, C.A.R. - Círculo de Arte e Recreio, Centro Cultural Vila Flor e gnration
Produção: DEMO 2017
Agradecimentos: Câmara Municipal de Guimarães e C.E.T.E
Fotografia: João Duarte

PRESENÇA

PRESENÇA trata-se de um projecto que pretende cruzar o teatro físico e a arte sonora através da experimentação entre o movimento do corpo e a tecnologia interactiva, onde o som em relação com o corpo surge como estímulo central para a criação artística.

A Ausência primordial sente-se na espinha dorsal e escorrega para a terra.
Pressente-se o Éden noutra dimensão. A inocência aqui já não existe, ficou apenas o eco da sua ideia num outro tempo.
A pupila dilatada do vulto que aparentemente não está presente, sabe que o silêncio é negro. Por isso treina-se a ascençãoo com gritos. "Release". Aumenta-se o volume. "1, 2, som, som..." É preciso amplificação! Aqui o corpo é outro, os sonhos arrastam-se pelo chão e reverberam na membrana celular. Interferências, ruídos, "feedback"! Sintonização... o ritual da liberdade!
O som sintético é processado com tempestades solares, arritmias e cores complementares! Esgravata-se o peito, desenterra-se alma e arrisca-se um caminho em stereo. Deitamos paredes abaixo, dançamos com o explodir de pipocas e eis que surge o "Deus ex machina".


Produção: DEMO
Criação e interpretação: Cheila Pereira, Cláudio Vidal, Gil MAC, Margarida Cabral e Paula Rita Lourenço
Composição musical e media intectativo: Tiago Ângelo
Desenho de luz: Nuno Patinho
Cenografia: Bruno Gonçalves
Figurinos: Margarida Cabral
Apoios: CITAC, Circolando, Universidade do Minho - Licenciatura de Teatro, Máfia - Federação Cultural, Tio Júlio, RUC e Ilídio Design

A QUEDA,
a partir do Limbo

A gravidade sente-se; agarra o céu e puxa-o até ao chão; caem os anjos e nós também.
A queda são segundos dilatados numa eternidade, onde existe o pecado, o amor, o erro, o medo e a repetição de padrões comportamentais, a repressão, a inclinação... e cai-se outra vez.
É a lei do mais forte, é a predisposição genética, a propensão bioquímica, a tendência probabilística e o bater das asas de uma borboleta.
Resiste-se e insiste-se. É preciso gritar, agitar e cair novamente.
A queda é querer mais. É o desejo e a procura, é o querer ser para sempre e continuar a cair. Beber o sangue das emoções, morder a carne dos sentidos e manter os ossos na vertical.
Sabemos que a viagem é finita e não temos tempo: Carpe diem, let’s go!

LIMBO

Os espaços mudam. As gentes calam-se. As relações alteram-se e a natureza grita: "You are always on my mind". As estrelas colapsam, os ovos eclodem e as larvas começam a alimentar-se.
À medida que o tempo passa, a probabilidade de usufruirmos de uma determinada possibilidade decresce consideravelmente. Então vamos celebrar o belo, o cliché, ocaso e os acasos, coincidências, incidências e cadências na música e no amor.
Conhecer os limites e testá-los. Resistir e dizer basta!Querer que nunca nada acabe e dar tudo até não aguentar mais. Aqui e agora sempre em mutação.
"Enjoy the ride".



Co- Produção: DEMO e CITAC
Criação colectiva e encenação: Cheila Pereira, Cláudio Vidal, Gil Mac e Paula Rita Lourenço
Interpretação e criação de textos: Anabela Ribeiro, Cheila Pereira, Cláudio Vidal, Gil MAC, João da Silva Ferreira, Jucélio Carvalho, Patrícia Antunes e Paula Rita Lourenço
Música: Floating Machine
Desenho de luz: Nuno Patinho
Apoios: RUC, MAFIA, TVAAC, TEUC, TAGV, SASUC, Camara Municipal de Coimbra
Financiamento: Fundação Calouste Gulbenkian