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Ecos do Côa

"Um olhar atravessa a paisagem e por entre corpos graníticos, revela memórias. Ecos."

Um espetáculo de dança que reune cerca de 38 participantes dos concelhos de Figueira de Castelo Rodrigo, Mêda, Pinhel, Almeida e Trancoso. Este projeto “Cultura em Rede das Beiras e Serra da Estrela” promovido pela CIM Beiras e Serra da Estrela em parceria com a Associação de Municípios da Cova da Beira e os vários municípios pretende constituir uma rede cultural entre os 15 Municípios da CIMBSE, vocacionada para a promoção cultural deste Território.


Ecos do Côa”, uma criação artística dos DEMO em coprodução com a CARB 

Ventre de Terra

"(...) E sob o seu poder o granito fende-se, a rocha despedaça-se - Abre-se a terra em alamedas sinistras, em abóbadas onde parecem ecoar os rugidos da morte. "

Durante um mês, o colectivo DEMO esteve em residência artística na Aldeia da Barroca (concelho do Fundão) a fim de criar um espectáculo multidisciplinar que parte das minas de volfrâmio das Minas da Panasqueira, das memórias dos seus habitantes e trabalhadores e existências físicas actuais, em relação com o território alargado.

O resultado foi apresentado nos dias 4 e 5 de agosto, nas margens do rio Zêzere e teve a participação dos grupos Bombos de Lavacolhos e Adufeiras da Casa do Povo do Paúl. 

In Vino Veritas 

Espectáculo-percurso pelo Centro Histórico de Viseu, inspirado no vinho e no terroir do Dão. Uma viagem onde aromas, sabores, mitologia e êxtase se cruzam com o Aqui e Agora. Um encontro criativo entre a DEMO e um elenco de intérpretes e músicos viseenses que, juntos neste caminho onírico, celebram o despertar dos sentidos.

Sobre o espectáculo
O processo criativo teve como ponto estrutural da investigação artística o vinho e a vinha. Um processo, construído e partilhado com todos os participantes que nos acompanham neste espectáculo, onde corpos, movimento, objectos e palavra se complementam em torno desta temática. Numa perspectiva macro, a sua dimensão universal com uma História milenar que nos acompanha desde sempre, entre mitos e símbolos. Numa perspectiva micro, a sua dimensão singular: o terroir do Dão. Aqui os corpos são videiras que carregam em si todo o ciclo vital, desde a germinação ao fruto, entre choros e sangramentos, vento, sol, chuva e abrulhamento. O vinho, líquido vivo, transmuta-se desde a pisa, 1ª e 2ª fermentação até ao laboratório para, pronto, nos proporcionar das mais belas ligações com a dimensão divina. Um outro universo torna-se visível, sob leis complexas que desconhecemos, onde representações de Hathor, Dionísio e Bacantes convivem com Mouras que habitaram estas terras, Viriatus do Hoje e Semi-Deuses do Amanhã. Primeiro sente-se latente, depois vem a desinibição. Enthousiasmos, êxtase e delirium!


Ficha artística e técnica
Criação e encenação: Cheila Pereira, Cláudio Vidal, Gil MAC, Margarida Cabral e Paula Rita Lourenço
Interpretação: Adriana Vaz, Cheila Pereira, Cláudio Vidal, Gil Mac, Margarida Cabral, Paula Rita Lourenço, Ana de Barros, Beatriz Silva Lourenço, Dário Silva, Fernando Laires, Filipa Fróis, Francisco Antunes, Francisco Ferreira, Guilherme Leite, Joana Miragaia, José Pedigão, Jorge Teixeira, Leonor Pereira, Lourenço Rodrigues, Mariana Silva Lourenço, Mafalda Perdigão, Maria Manuela Antunes, Margarida Antunes, Olga Bogachevska, Paulo Matos e Vanessa Cardoso; Coro Turbinianas Matusquelas, Orquestra Criativa da Gira Sol Azul e Grupo de Bombos.
Desenho e montagem de luz: Nuno Patinho
Coordenação e composição musical: Ana Bento
Figurinos: Margarida Cabral
Concepção cenografia: DEMO
Registo vídeo e documentário: Takemedia
Produção executiva: DEMO
Design gráfico: Whatever TM
Uma produção: DEMO 2016
Espectáculo resultante do Projecto Sabor de Terra, inserido no Programa Viseu Terceiro- Programa de Apoio à Cultura e Criatividade
Financiamento: Câmara Municipal de Viseu
Apoios: Máfia - Federação Cultural, Museu Nacional Grão Vasco, Carmo 81, Quinta do Perdigão, Comissão Vitivinícola da Região do Dão, Clube de Viseu, Gira Sol Azul – Associação Cultural, Associação de Artesãos da Serra da Estrela e Região Centro, Rancho Folclórico de Torredeita, TAKEMEDIA, Binaural/Nodar, Bonifrates, CITAC, TEUC, CITEC, Só Sabão e Pausa Possível - Associação Cultural.

Nha Terra

Nha Terra surge como resultado da residência artística de 2 meses entre a DEMO, um colectivo português de 5 pessoas, e cerca de 30 habitantes de Mindelo. A integração preciosa destes elementos no espectáculo torna esta criação tão singular e genuína, numa deambulação festiva, passando por momentos de tensão, surpresa e comédia.

Nha Terra é um espectáculo que cruza áreas artísticas como o Teatro, Dança Contemporânea, Artes Plásticas, Música e Artes Tradicionais com o património imaterial e imaginário cabo-verdiano associado à produção artesanal da olaria e assente em novas linguagens estéticas.

O espectáculo Nha Terra é um alegre cortejo, uma deambulação festiva entre o Passado, Presente e Futuro em Cabo Verde, entre Mitos poéticos e Realidades Cruas, entre o Imaginário e a Esperança, sob um olhar pleno de ternura dos intérpretes presentes. Nha Terra convida o espectador a entrar num universo repleto de mistérios e composto de um delicioso sofrer onde habitam a catxorrona, o canelinha e a noiva pé de cabra ao sabor kretxeu da morna.


Encenação: Cheila Pereira, Cláudio Vidal, Gil MAC, Margarida Cabral e Paula Rita Lourenço
Criação e Interpretação: Adilson Spínola, Alcione Ramos, Carolina Pina, Cheila Pereira, Cilene Gomes, Cláudio Vidal, Emaisa Rodrigues, Emerson Roxo, Fidélia Fonseca, Gil MAC, Juvénia Barbosa, Kenny Chapa, Luana de Sousa, Lurdes Gonçalves, Margarida Cabral, Mary John, Nâny Coelho, Nicole Ramos, Paula Rita Lourenço, Peky Love, Queila Fernandes, Raíssa Mota, Roger, Ronaldo Oliveira, Sílvia Monteiro, Sulamita, Suzana Cruz, Tatiana Cid, Vani e Xandra Monteiro.
Participação especial: Mandingas de Ribeira Bote
Música: Tucim Bedje com Pól Block e Johny ,Tó Heaven com Miam, Igor e Ravi, Midjoy Santos
Desenho e operação de luz: Nuno Patinho
Design gráfico: Gil MAC
Registo de vídeo: M_EIA
Produção: DEMO, Ana Sofia Ricardo
Financiamento: Direcção-Geral das Artes/Governo de Portugal
Parcerias: Centro Cultural do Mindelo; Instituto Camões/Centro Cultural Português- Pólo do Mindelo; M_EIA-Instituto Universitário de Arte, Tecnologia e Cultura; Companhia de Teatro Solaris; Grupo de Teatro do Centro Cultural Português - Pólo do Mindelo; A.C.D.C- Associação Cabo-Verdiana de Dança Contemporânea; Centro Nacional de Artesanato e Design; Centro de Artes e Ofícios de Trás di Munti; Jornal Nacional Expresso das Ilhas e Rádio Morabeza
Apoios: Ana Carolina Esteves , Ana Matias, Ana Vaz Fernandes, André Fernandes, Andreia Craveiro, António Gil Carvalho, Álvaro Alves , Álvaro Vidal, Cátia Matias, Cati e Rui, Clara Nubliola & Martín Carvalho, C. Ronaldo, Cristina Almeida, Cristina & Olga Cabral, Gabriel Cheganças, Gabriela Borges, Gilberto Oliveira, Hajimefujita, João Carapeto (pai e filho), João Pedro Carvalho, João Pedro, Joana Bem-Haja, Joana Teles Monteiro, José Carlos Pereira, José da Costa, Laura Bettencourt, Luís Pinto, Maria do Carmo Lourenço & família, Maria Inês Cruz, Margarida Santos, Moisés Esteves, Nuno Carvalho, Nuno Vidal, Pedro Nogueira, Ricardo Guerra , Ricardo Vidal, Rodrigo Malvar, Rui Macedo, Rui Ricardo, Sara Pinto, Sofia Só, Sónia Fernando, Susana Carvalho, Tânia Lima da Mota, Tiago Ângelo e Twinkler.
Agradecimentos: Adilson Spínola, Alfredo Machado, Alliance Française de Mindelo, Bazilio José Lopes, Djoy Soares, Dudu, Edith Cahon Monteiro, Elísio Leite Lima, Fundação ASHBY, Helena Moscoso, Helga Fonseca, Jacira Fernandes & Pedro da Conceição, João Branco, João Fortes, Kiki Delgado, MindelGroove, Mirko Sança, Noélisa Santos, Rita Raínho, Samira Pereira, Stive Love e a todos aqueles que ajudaram a tornar este projecto possível.

Fios de Terra

Quando as rugas abrem sucalcos no rosto do homem ele abre as mãos e encontra memórias no peito. Então, o olho nu da mulher estica os braços e escava no ventre de terra, semeia a vontade, rega o desejo e monda o sonho.
As crianças são quase sempre arrancadas pela raiz e depois de ripadas, apertadas em molhos e levadas para o rio, ficam submersas na água durante seis a oito dias.
Canta-se a másica do tempo com suor e pés descalços, o beijo uma vez seco estende-se na eira onde é batido com molhos. A maceração vem depois com abraços e tracção animal. Chora-se, ama-se, criam-se ligações, oferecem-se sardões e as passarinhas levantam voo.
Fia-se o cordão umbilical, enrolam-se linhas que vêm de outras estórias e artesanalmente tece-se a História.


Produção: DEMO
Direcção e encenação: Cláudio Vidal e Zékinha
Interpretação: Ana Luís Cardoso, Carolina Pereira, Catarina Castro, Cláudio Vidal, Elinete Megda, InÍs Martins, Joana Peixoto, Paula Rita LourenÁo, Pureza Silva, Lucy Moreira, Madalena Cruz, Mafalda Silva, Manuel Faria, Maria Fernandes, Maria João Costa, Maria João Leite, Maria Moulin, Milita Marinho, Miro Gorim, Raquel Martins, Silvia Almeida, Sofia Freitas, Zékinha.
Composição musical: Pedro Almiro
Músicos: João Grilo, Pedro Alves, Pedro Almiro
Concepção dos figurinos: Vitor Alves da Silva, Milita Marinho
Confecção de figurinos: Maria do Carmo Lourenço, Milita Marinho
Desenho de luz: Paulo Neto
Operação de luz: Rui Sérgio Henriques
Apoios: Guimarães Capital Europeia da Cultura 2012, Grupo Cultural e Recreativo Trovadores do Cano, Academia de Bailado de Guimarães, Associação de Pensionistas e Reformados de Guimarães, Camara Municipal de Guimarães, Grupo Folclórico da Casa do Povo de Fermentões, Quinta das Lameiras, Milita Marinho, Museu da Agricultura de Fermentões, Circulo de Arte e Recreio, Bel - Andante Grupo de Teatro, Herculano & Pimenta SA, José Lobo, Manuel Lobo
Agradecimentos: Helena Sousa, Rui Donas, D. Fernanda Lobo, Sr. Júlio, D. Rosa, Os 20 Arautos de D. Afonso Henriques, Ana Maria Cardoso, Jerónimo Ferreira, Pedro Fernandes